Algumas pessoas tem como lema buscar pela verdade.
Se empenham em ter tudo sempre esclarecido, não deixam nenhum subterfúgio, nenhuma indireta, agem demonstrando a real intenção constantemente e com isso se tornam intransigentes e fatalmente transformam a vida dos outros ao redor um inferno.
Absolutamente nada errado em ser verdadeiro com o outro e não fazer uso de mentiras.
O equívoco está no exagero.
Eventualmente, seja por qualquer motivo, a verdade não é o melhor a ser dito, demonstrado, revelado. E isto é também uma expressão de cuidado, até de amor pelo outro.
Omitir algumas coisas que possam desestabilizá-los enquanto casal, optar por um momento mais oportuno para revelar um fato ou criar uma mentira, editando algo acontecido, pode ser um gesto de proteção pelo amor de vocês.
Desde que isso não seja um hábito e sim pontual, problema algum.
Desde que não haja intenção de burlar as condições da união e da lealdade de vocês, nem de depreciar o outro ou o relacionamento...
Desde que haja um bom motivo para ter cuidado em não gerar mágoas e conflitos que abalem a serenidade da relação, a verdade pode não ser prioridade naquele momento;
Nenhum extremo é aconselhavel: sempre verdade, sempre mentir, nunca isso, nunca aquilo, tudo assim, tudo não-assim. São polaridades que quando vigoram em um relacionamento não constroem confiança mas, sim, geralmente, alimentam insegurança.
Como?
Imagine um casal que sempre se liga quando chega ao trabalho e quando está de saída. (sempre). Basta um mínimo imprevisto que não permita que não haja ligação para o outro que não recebeu o telefonema estranhar.... questionar... e pode não acreditar na explicação.
Quem quer sempre a verdade é bom treinar um pouco de flexibilidade e tentar considerar que nem sempre isso é o mais adequado, não naquele momento.
Omitir, editar, mentir, dependendo da intenção, é, muitas vezes, uma forma de cuidado com o amor de vocês... e é bom que, quando (e se) a verdade for revelada finalmente, vocês lembrem disto e não se acusem por ter mentido, mas sim se confortem por ter se protegido.


Já diziam os antigos, né? O caminho do meio é aconselhável...
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