"Amar, em sua essência, é o projeto de se fazer amar."

(Jean-Paul Sartre)



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sozinho nunca mais




"Amor é esforço de compreensão, a consciência de nunca mais estar sozinho, nem para morrer..."

(Fabrício Carpinejar)

Uma das dificuldades mais comuns entre os casais é a de se ajustar ao outro, a de se arrumar com suas manias, gestos, gostos, hábitos, rotina; juntamente com o outro... dentro da proposta de uma vida a dois.

A partir do momento que aceitamos uma união com alguém, é importante reconsiderarmos vários modos de ser que, antes, na solteirice, funcionavam perfeitamente, pois as decisões, práticas, sonhos ou desistências dependiam apenas de um, não havia um par; não havia a proposta de uma vida em comum com outra pessoa. 

São facilmente flagrados inúmeros queixumes sobre o tanto que a relação priva, sufoca, aprisiona, limita e todo os sinônimos que possamos lembrar. 

Mas porque isto acontece?

Quando estamos solteiros, somos nós quem deliberamos a respeito de tudo nosso.

Quando estamos vivendo unidos a alguém (por amor!!! - não esqueça disto) isso muda. Agora são os dois que participam.

Agora, fatalmente o outro irá, no mínimo, ter conhecimento do que se passa em nossas vidas. 

Agora não é mais só você. 

De modo algum o que está sendo afirmado aqui é uma simbiose extremada onde um nada faz sem o aval e companhia do outro. 
O que se busca esclarecer e incitar é uma reflexão a respeito do tema individualidade e união.
Melhor dizendo: individualidade com união. 

A partir do momento que há outra pessoa contigo (porque você a escolheu, por amor) ela, por ser parte da sua vida, logicamente, participa dela. 
E vive-versa. (ao menos é o que se espera). 


Mas como fazer isso sem se sentir invadido ou invasor?

Sem que se tornem naquele "nós", que de tão embolado, não sai do lugar e muito menos constrói coisas em volta.






Primeiro precisamos ter a clara noção do que é estar vivendo com outra pessoa: Troca, companhia, aprendizado, ensinamento, cumplicidade... tudo isso entra em jogo.

A felicidade do casal está neste equilíbrio da manutenção do fluxo de informações de um sobre o outro, porque isso alimenta diariamente a confiança mútua. E esta é sinônimo de segurança afetiva; a serenidade de uma relação.

Troquem, conversem, dialoguem sobre planos e preferências, sejam participativos um na vida do outro.

Entreabaram suas vidas, antes tão solteiras e singulares, ao outro que te ama.


A felicidade virá também da contribuição dele a coisas que antes eram apenas suas e que, de algum modo, faltavam arremates que talvez você sozinho não conseguisse. 

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